O livro Areia Branca do Tucum, do historiador Maurílio Rompatto, analisa os conflitos agrários no extremo noroeste do Paraná, abrangendo municípios como Marilena, Nova Londrina, Loanda e São Pedro do Paraná. A obra trata da grilagem de terras, da formação de latifúndios e do processo de exclusão de pequenos produtores rurais. Rompatto investiga como grupos poderosos, com o apoio do Estado, atuaram para expulsar posseiros e agricultores. Casos marcantes, como o da Gleba 21 da Colônia Paranavaí e o assassinato de lideranças camponesas, revelam a violência imposta àqueles que resistiram à grilagem de suas terras. A pesquisa combina documentos históricos, mapas, imagens e relatos de moradores, dando voz às populações atingidas. O autor também discute o impacto da ditadura militar sobre os movimentos camponeses e analisa a presença do MST na organização de assentamentos na região, nas décadas de 1980 e 1990. A obra denuncia ainda os efeitos da legislação ambiental sobre comunidades tradicionais de pescadores, ilhéus e ribeirinhos, que perderam o acesso à terra nas ilhas e nas margens do Rio Paraná. O livro constitui um registro importante das lutas sociais no Brasil e uma contribuição crítica à história da luta pela terra no Paraná.
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