"A Correspondência de Fradique Mendes" é uma obra de Eça de Queirós que explora a vida e as aventuras de um personagem fictício, Fradique Mendes, através de uma série de cartas e notas. O narrador, que se apresenta como um amigo de Fradique, relata o seu primeiro encontro com ele em Paris, em 1880, após o regresso de Fradique de uma viagem à África Austral. No entanto, o narrador já conhecia Fradique de nome desde 1867, quando encontrou poemas assinados por ele num jornal de Lisboa. Esses poemas, intitulados "Lapidarias", impressionaram o narrador pela sua originalidade e forma, lembrando-lhe os estilos de Baudelaire e Lecomte de Lisle. Fradique Mendes é descrito como um homem de grande charme e inteligência, com uma vida repleta de viagens e encontros com figuras históricas e culturais importantes, como Garibaldi e Victor Hugo. Ele é também conhecido por ter sido amante de Anna de Léon, uma famosa cortesã do Segundo Império francês. A narrativa destaca a complexidade e a profundidade de Fradique, que, apesar de ser um homem de ação, possui uma sensibilidade artística e literária notável. O narrador, fascinado por Fradique, busca conhecê-lo pessoalmente e, através de um amigo comum, Marcos Vidigal, consegue ser apresentado a ele. O encontro revela um Fradique Mendes carismático e envolvente, que, apesar de sua aversão à publicação de seus poemas, deixa uma impressão duradoura no narrador. A obra é uma reflexão sobre a arte, a literatura e a busca pela originalidade, explorando a tensão entre a vida pública e a vida privada de um homem extraordinário.
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