Depois que as Nações Unidas declararam 1994 como o Ano da Família, o interesse pelo estudo e análise das famílias aumentou, embora com constantes referências a famílias 'normais' versus 'desviantes'. Enquanto isso, o HIV/SIDA tornou-se cada vez mais atual, especialmente na África Subsaariana, onde distorceu negativamente as famílias, mas poucos discursos colocaram o HIV/SIDA dentro dos contextos familiares. Este estudo explorou os efeitos dos cuidados domiciliares (HBC), como resposta ao HIV e à SIDA, na composição das famílias, e mostrou que a pobreza, o pânico de ter uma doença crónica em casa e as preocupações de sobrevivência relacionadas com isso forçaram pessoas de várias famílias a viver numa única casa para facilitar os cuidados aos doentes. Verificou-se que os cuidados não eram apenas partilhados entre pessoas consideradas membros da família, mas também recebidos de voluntários comunitários treinados, enquanto a presença de famílias chefiadas por crianças, como resultado de mortes relacionadas com a SIDA, desafiava a normalização da 'família nuclear'. O estudo ensina, assim, que as famílias não podem ser entendidas em termos agregados, mas que os indivíduos e as circunstâncias que enfrentam definem o que as famílias se tornam, e não o contrário.
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