O presente livro tem como objetivo tentar responder às perguntas: "Qual é a importância de Montaigne para a filosofia moderna ocidental e qual é o papel que a subjetividade emergente dos Ensaios tem na produção filosófica posterior?" Esta pesquisa afirma que há em Montaigne não apenas uma profunda e riquíssima filosofia, que ultrapassa o registro do ceticismo tradicional, mas também uma das fundações da própria filosofia moderna. Ler Montaigne como um filósofo e fazer jus à revolução que empreendeu na Modernidade é o objetivo deste trabalho. O novo projeto filosófico de Montaigne é radical e inaugura o ato filosófico moderno, expressão de uma intenção filosófica sem precedentes que parte do exercício do juízo e termina na experiência de si. Ao rejeitar os pressupostos da filosofia tradicional aristotélico-tomista, traz a filosofia do céu metafísico inalcançável para o mundo dos seres humanos, falíveis, finitos, impremeditados e fortuitos. A figura do filósofo não é mais a do pensamento contemplativo, em que ele se transforma em algo divino, a expressão excelente e essencial da humanidade. Montaigne fala a linguagem das tavernas, das ruas e dos mercados, fala sobre o particular, o falível e finito. Montaigne fala a partir de um ponto singular, crivo para a possibilidade de produzir discursos sobre as coisas e o mundo: Montaigne parte do "eu", daquilo que chamamos contemporaneamente de subjetividade. Esse ponto singular muda a história da filosofia, radicalmente.
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