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"A invenção da literatura é, como a invenção do desenho por Dibutade ou a invenção da escrita, uma defensiva urgente contra a pilhagem, o massacre, o esquecimento." Ensaio essencial para os estudos literários contemporâneos, Ayaï, o grito da literatura articula, com força poética e filosófica, a sobrevivência da linguagem diante da perda e da morte. Entre ecos de Sófocles, Shakespeare, Donne, Poe, Proust e Derrida, Hélène Cixous entrelaça crítica e criação para mostrar como a literatura é capaz de religar os vivos aos seus mortos e dar abrigo ao indizível. Para a autora, que evoca uma escrita…mehr

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Produktbeschreibung
"A invenção da literatura é, como a invenção do desenho por Dibutade ou a invenção da escrita, uma defensiva urgente contra a pilhagem, o massacre, o esquecimento." Ensaio essencial para os estudos literários contemporâneos, Ayaï, o grito da literatura articula, com força poética e filosófica, a sobrevivência da linguagem diante da perda e da morte. Entre ecos de Sófocles, Shakespeare, Donne, Poe, Proust e Derrida, Hélène Cixous entrelaça crítica e criação para mostrar como a literatura é capaz de religar os vivos aos seus mortos e dar abrigo ao indizível. Para a autora, que evoca uma escrita feita com o corpo e a memória, a literatura é uma força maior que a própria vida, onde traduzimos os gritos agudos e breves da realidade e onde as existências permanecem imunes à destruição. Ao lado de O riso da Medusa e A chegada da escrita, esta edição forma uma espécie de tríade das investigações de Cixous sobre escrita e literatura que expandiram a maneira como concebemos e compreendemos a expressão literária. A edição conta com uma série de fotografias e desenhos do artista franco-argelino Adel Abdessemed. Tradução e prefácio Flavia Trocoli

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Autorenporträt
Hélène Cixous nasceu em 1937 em Orã, na Argélia. A autora saiu da Argélia em 1955 para seguir seus estudos na França, obtendo a agrégation (um dos concursos mais importantes no setor da educação francesa) em inglês em 1959 e defendendo, quase uma década depois, sua tese de doutorado sobre James Joyce. Cixous começou a publicar em 1967 e não parou: contam-se hoje quase cinquenta obras de ficção, mais de trinta ensaios e quatorze peças de teatro, pelas quais recebeu diversos prêmios, como o Prêmio Médicis em 1969 e o Prêmio Marguerite Duras em 2014. Ao longo de sua carreira, Cixous colaborou com grandes pensadores, como Jacques Derrida, com quem manteve uma longa amizade intelectual. Ela também foi fundadora do Centre de recherches en études féminines na Universidade de Paris VIII, um dos primeiros centros dedicados aos estudos feministas na França. É uma das figuras centrais do feminismo francês. Mora atualmente em Paris e continua sendo uma influência de grande importância os campos dos estudos literários, teoria feminista, filosofia e crítica cultural.