No Da Certeza, Wittgenstein observa que não é possível uma pessoa dizer que está drogada, se a droga a tornou inconsciente, ou seja, que ela realmente não está a falar e a pensar. Desse modo, se uma pessoa disser "estou a sonhar", mesmo se disser audivelmente e, ao fazê-lo, não há mais razão do que se disser "está a chover", quando chove realmente, mesmo se o seu sonho estiver, na verdade, ligado ao ruído da chuva (2012, § 676). Visto que a tarefa da Filosofia é lutar contra o enfeitiçamento do intelecto humano (Wittgenstein, 2008b, § 109), em uma perspectiva wittgensteiniana, então, a dúvida metódica cartesiana, com suas hipóteses céticas radicais e hiperbólicas, presente na primeira meditação das Meditações Metafísicas, é um problema filosófico derivado do mau uso dos jogos de linguagem. Desse modo, é no seio da própria linguagem que ele deve ser diagnosticado, tratado e dissolvido. Nesse sentido, este livro consiste em apresentar e analisar duas contribuições wittgensteinianas no Da Certeza, a saber, a terapia dos usos dos operadores epistêmicos de duvidar/saber e a noção de contexto de uso dos jogos de linguagem, buscando estabelecer uma interface com as teorias contextualistas de Stewart Cohen e Keith DeRose na Filosofia Contemporânea.
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