Ao analisar o presbiterianismo no período entre os séculos XIX e XX, o autor mostra como repercutiram no interior dessa vertente protestante assuntos de interesse nacional. Seu olhar contempla os debates sobre o fim do Império, o nascer da República, o escravismo versus abolicionismo, o missionarismo estadunidense e a autonomia eclesiástica. Estes e outros tópicos são tratados sem perder de vista o enfraquecimento da cristandade e a construção da laicidade sob os ventos da secularização trazida pela modernidade. Entre as virtudes da obra, pode-se indicar as tensões experimentadas pelos presbiterianos tanto interna como externamente. Por um lado, aquela que foi a denominação com maior crescimento até o começo do século XX lidou com o primeiro cisma do nosso protestantismo - que originou a Igreja Evangélica Brasileira -, sua nacionalização em 1888 e divisão em 1903. Por outro, na medida em que a República impôs à nação a condição de Estado laico, o presbiterianismo criticou o positivismo e o espiritismo ao mesmo tempo que se manteve hostil para com o catolicismo, associando-o às mazelas do país. Contudo, no que concerne à maçonaria, evidenciou postura ambígua, constituindo-se questão espinhosa e entrelaçada com a influência dos missionários sobre os pastores locais. Com abordagem nuançada, este livro enriquece a bibliografia do protestantismo brasileiro. Dr. Marcone Bezerra Carvalho
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