Martin Scorsese revisita sua jornada espiritual e artística, marcada pela tensão entre pecado e redenção. Em conversas profundas com o padre e ensaista Antonio Spadaro, ele transforma memórias em confissão. Um retrato inesquecível da fé que se faz entre luz e sombra. Antes de se tornar um mestre do cinema, Martin Scorsese foi um menino asmático que observava o mundo da janela de seu quarto. Lá fora, nas ruas de Little Italy, em Nova York, a violência, a honra e o pecado misturavam-se em um balé cotidiano. Dentro da igreja, os rituais sagrados prometiam uma ordem e uma redenção que a vida parecia negar. Essa tensão fundamental - entre a brutalidade do asfalto e o mistério do altar - daria origem a uma das mais potentes obras artísticas do nosso tempo. É o percurso dessa jornada que Martin Scorsese desvenda em Diálogos sobre a fé. Ele revela como o olhar daquele garoto solitário tornou-se a câmera que perscruta a alma de seus personagens em busca da centelha de graça. Nos encontros com o jesuíta Antonio Spadaro, que se estenderam por quase uma década, Scorsese oferece mais do que um conjunto de entrevistas: ele faz uma confissão. Abre seu labirinto pessoal e nos permite testemunhar sua busca por um Cristo humano, sua perplexidade diante do mal e a convicção de que a fé, para ser real, precisa encarar a escuridão. Ao final do livro, Scorcese apresenta ainda um possível roteiro sobre a vida de Jesus. Este livro não é um mapa com respostas, mas o diário de bordo de uma peregrinação. É um convite para entrar na sala de montagem da alma de um gênio e descobrir que as perguntas mais honestas sobre Deus são, no fim, as que revelam a verdade sobre nós mesmos.
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