Na Era Ecumênica aconteceram as irrupções espirituais que criaram as grandes religiões. Pelo contato divino-humano surgiu um novo homem: o homem espiritual. A partir da cosmovisão de Joaquim de Fiore (1135 - 1202 d.C.) tem início a secularização, uma era de inversão da ordem da orientação da mente humana, na qual a estrutura interna do homem, antes ordenada para uma visão transcendental, passa a ser orientada por uma religiosidade intramundana. Antes, o homem buscava o ordenamento de sua alma, controlava suas paixões e tinha seu centro existencial de ordem dentro de si. Agora a desordem das paixões é aceita como ordem normal da alma, e o homem de paixão secular, com o ego inflado, precisa ser controlado pelo Estado Leviatã. A estrutura interna da natureza humana tornou-se um mecanismo de prazer, dor e paixões que fizeram surgir as variantes materialista, sensualista e hedonista. Agora, o homem pode ser dominado por outro homem, o legislador e seus propósitos. A inversão de direção é acompanhada pela perversão da ideia de ordem: as ideologias passaram a ser a nova fonte de ordem. "Assim, a substância da ordem desceu, na escala ontológica, a partir de Deus, resvalando hierarquia abaixo pela razão, a inteligência pragmática, a utilidade, as forças de produção e determinantes raciais, até chegar aos impulsos biológicos" (VOEGELIN). No novo cosmion, os símbolos da Era ecumênica estão em choque com os símbolos ideológicos criados na Era Moderna e a percepção é de crise e desordem.
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