A obra parte de uma crítica à filosofia tradicional, que tratava o homem como um ser abstrato, separado do tempo. Ortega argumenta que a verdadeira compreensão da realidade humana exige ver o homem como um projeto histórico, uma existência que se faz a si mesma no decurso do tempo. O ser humano não "é", mas "vai sendo", construindo-se a partir das decisões que toma diante das condições de sua época. A história, portanto, não é um simples registro de acontecimentos, mas o próprio modo de ser do homem, o sistema no qual a vida humana se desenvolve e adquire sentido.
Em História como sistema, Ortega também propõe uma nova concepção de razão, chamada razão histórica, que substitui a razão pura do pensamento clássico. Enquanto a razão tradicional buscava verdades universais e imutáveis, a razão histórica reconhece que o conhecimento e os valores são fruto da vida e da experiência concreta dos povos ao longo do tempo. Assim, cada época possui sua própria perspectiva, e compreender o passado implica entender o modo de vida que lhe deu origem. Essa abordagem inaugura uma filosofia da história que valoriza o dinamismo e a pluralidade da experiência humana.
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