Este livro é um estudo indispensável e há muito esperado da História da Arte sob uma perspectiva descolonial. Apresenta a descolonialidade como uma redefinição da modernidade, que teve início com a conquista das Américas, levando à escravização desumana no Atlântico e seu legado de sociedades desiguais e racistas. As teorias, histórias e críticas da arte realizadas no Ocidente nos últimos 2.500 anos são analisadas em oito capítulos, à luz de sua participação nesse projeto moderno colonial-capitalista ou de sua resistência a ele. Evidenciando a colonialidade da disciplina acadêmica de História da Arte, bem como da arte colonial europeia, seus recortes, suas metodologias, seus valores e discursos são avaliados criticamente como parte da subalternização e opressão das sociedades não-europeias e de sua arte. Para sustentar essa argumentação, são citados artistas, pensadores e acadêmicos africanos, afro-diaspóricos, dos povos originários e latino-americanos. Suas denúncias contra a colonialidade na academia e nas artes, assim como suas explicações sobre cosmopercepções e epistemologias não-ocidentais, contribuem para desenvolver novas perspectivas e reconhecer sua importância para um convívio pacífico, equilibrado e sustentável no planeta Terra. Essas contribuições culminam na proposta de um conceito universal de arte, capaz de desafiar as relações de poder assimétricas dos estudos eurocêntricos sobre o tema e de expressar a poesia do mundo, tanto a visível quanto a invisível.
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