A igreja de Nossa Senhora da Graça construída pelos jesuítas, em Olinda, bem reflete o trabalho dedicado da Ordem, coroando o conjunto voltado ao ensino de crianças e de adultos como o ensino de ofícios: o Colégio Jesuíta. A pesquisa arqueológica realizada em 1973 concentrou esforços para resgatar as transformações havidas na edificação ao longo dos quase 4 séculos, que refletiam os tempos em que conheceu o apogeu do trabalho realizado, o impacto da invasão de holandeses calvinistas, que ali encontraram a mais bela edificação da Vila, e a tomaram como quartel general das tropas. Passou pelo incêndio ateado à Vila, e assistiu à depredação iconoclasta. Retornando aos cuidados da Ordem, recompôs-se e mais tarde, expulsos os jesuítas do domínio português, esteve abandonada por um longo período, até ser retomada, integrando o Seminário de Olinda. Todas estas mudanças se refletiram na edificação, e puderam ser identificadas e documentadas pela arqueologia. Mas não foram apenas observadas as mudanças físicas no templo. A pesquisa arqueológica pode ainda identificar os momentos de crescimento da Ordem através da ampliação do espaço destinado aos irmãos que serviam no templo; e mais, as alterações no ritual de acolhimento dos mortos pela igreja; o ideário da sociedade refletido nos locais de escolha para sepultura e até mesmo o mobiliário funerário de sacerdotes e de leigos. Uma pesquisa pioneira que permitiu à arquitetura recompor com precisão a feição primitiva do templo.
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