A princesa, a baronesa e o barão de Muritiba escreveram seus próprios relatos sobre a queda da Monarquia, a proclamação da República e o exílio da família imperial. Esses relatos - dois deles inéditos - estão sendo publicados pela primeira vez em conjunto. Isabel começou a escrever no dia 22 de novembro de 1889, ainda no calor dos acontecimentos, a bordo do navio que os levava para Portugal. "Escrevo tudo isto porque é raro relatar-se exatamente o que se ouve", afirmava. Talvez encorajada pela amiga, a baronesa também elaborou, durante a viagem para a Europa, sua própria exposição dos fatos que vivenciou. O barão, por sua vez, escreveu em 1913, quando os três viviam em Cannes. Os três relatos narram os acontecimentos vividos por seus autores entre 14 de novembro e 7 de dezembro de 1889, quando chegaram a Lisboa.
Estes documentos foram encontrados por acaso em meio a cartas, bilhetes, fascículos de revistas avulsas, livros, folhetos de orações fúnebres, diplomas, convites de casamento e certidões doados pela família Vieira Tosta ao Arquivo Nacional. Mais que narrativas pessoais escritas por importantes figuras da Monarquia brasileira, são uma tentativa de dar inteligibilidade ao evento que afetou suas vidas e a história do país.
Mais de um século depois, esses relatos são também uma oportunidade de reflexão acerca das versões construídas por republicanos e monarquistas sobre a proclamação da República.
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