Nesta obra, apresento conceitos da comunicação popular, alternativa e comunitária, como base aos que estudam a comunicação com foco nas novas tecnologias e que, muitas vezes, desconhecem os processos que deram origem a ela. Reporto-me ao jornalismo comunitário produzido e veiculado nas rádios comunitárias que prestam um trabalho fundamental às comunidades, possibilitando-lhes comunicar o que realmente lhes interessa e que está ligada à sua vivência, tendo como foco a democratização da comunicação cidadã e libertadora. Descrevo como aconteceu a articulação das emissoras comunitárias, a sua legislação e o código de ética que pauta tal comunicação, passando pelas dificuldades e a luta no processo de regulamentação do serviço no Brasil. Trago experiências concretas do papel do jornalista comunitário a partir das rádios comunitárias, com relatos e práticas comunicativas de duas emissoras: a Rádio Esperança em Cubatão, São Paulo, e a Rádio Cantareira, na periferia de São Paulo, na Zona Norte, distrito da Brasilândia. Contemplo o histórico das referidas emissoras, a grade de programação, os principais conteúdos, bem como a participação da comunidade local. São práticas concretas pelas quais o jornalismo comunitário pode favorecer a democratização da comunicação. Por fim, apresento uma breve reflexão sobre como a comunicação popular, desempenhada pelas rádios comunitárias, tem se inserido no mundo das novas tecnologias, com acesso facilitado à informação, quebrando barreiras geográficas e econômicas, permitindo agilidade, como também ampliando o seu público com diversidade de conteúdos e o fomento da cultura local.
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