O Livro das Pedras é insistente. Briga, apanha, confessa, repete. Agudo como quem esmurra a ponta de uma faca, também é capaz de diluir golpes secos em busca do derramamento. Os poemas de Luiza Leite Ferreira são sonhadores não porque divagam ou fantasiam, antes porque suspendem o tempo para registrar a fluência do instante - tantas vezes for necessário. A poesia da autora, como percebe Paula Maria no texto de orelha, toma corpo em "doses curtas e fortes de suas líquidas experiências, escutando atrás da porta sobre seus amores e sortes ou acompanhando a solitude de jogar pedras no vazio". Vazio, poderia ser dito, tão sólido quanto as próprias pedras-palavras que se atiram.
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