Este livro investigou o conceito de "conscientização" no universo de Paulo freire à luz do Materialismo Dialético, particularmente a partir do pensamento de Lucien Goldmann. Sua questão mais geral de partida foi: Paulo Freire abandonou realmente a palavra "conscientização", bem como as concepções e implicações nela potencializadas, após a realização, em 1974, do Seminário Internacional no México, no qual declarou que não mais usaria o termo? Esta problemática se desdobrou em outras, porque ele pode ter abandonado o termo, mas, não, o conceito. Neste caso, de que termo(s) ou perífrases lançou mão para manter-se fiel ao conceito? E se abandonou ambos, termo e conceito, como ficaria sua concepção? Indagou-se, também, por que não abandonou o termo, tendo afirmado publicamente que o faria? Constatou-se que Freire deixou de usar o termo entre 1974 e 1992. Nesse período, lançou mão de termos e expressões correlatos, como "descolonização das mentes", que demonstraram atender a algo mais que a uma mera necessidade poética. Posteriormente, conferiu ao termo uma maior precisão sintático-semântica, bem como aprofundou seu significado ontológico-epistemológico e político. Relacionou a "essência" (entre aspas porque Freire não era essencialista) do ser humano a partir de sua consciência sobre o próprio inacabamento, inconclusão e incompletude. Para o desenvolvimento deste trabalho foram analisadas18 (dezoito) obras de Paulo Freire, treze dissertações mestrado e teses de doutorado de frerianistas. Constatou-se que o termo "conscientização" é um conceito estruturante do pensamento freiriano e que, por isso, ele não poderia abandoná-lo, sob pena de negar-se. A obra demonstra ainda como a teoria da libertação e da autonomia por meio da conscientização, é o caminho para a extinção das relações de opressão e que, como as formulações e ações são contextualmente determinadas, só faz sentido falar uma História-Sociológica da Conscientização, possibilitando repensar, inclusive, os conceitos de ontologia e de epistemologia.
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