Pequenos Burgueses (1901) é uma peça de teatro que retrata a vida de uma família russa de classe média em um momento de crise e transformação social. A trama se desenvolve em torno da família Bessémenov, cujo patriarca, um pequeno comerciante conservador, tenta manter sua autoridade e valores tradicionais frente ao espírito rebelde dos filhos e dos jovens que frequentam sua casa. O conflito entre gerações torna-se o centro da narrativa, mostrando o choque entre a mentalidade antiga e o desejo de renovação. Os filhos, representando uma juventude insatisfeita, questionam a rigidez moral e as convenções sociais que os aprisionam. Eles buscam novos horizontes, ideias revolucionárias e a afirmação de uma vida com mais sentido, em oposição ao conformismo do pai e de sua visão limitada. As tensões domésticas são um reflexo direto das transformações políticas e sociais que começavam a abalar a Rússia no início do século XX. A peça denuncia a mediocridade e o vazio espiritual de uma classe que, presa à busca de estabilidade material, ignora as mudanças profundas que se aproximam. Ao expor esse contraste, Gorki constrói um retrato crítico dos "pequenos burgueses" como símbolo de imobilismo social, revelando o distanciamento entre as velhas gerações e os ideais emergentes que apontavam para a revolução. Máximo Gorki (1868-1936) foi um dos principais escritores e pensadores russos do período pré-revolucionário, ligado ao realismo social e à denúncia das desigualdades. Sua obra combina crítica social, compaixão pelos marginalizados e reflexão sobre os rumos da sociedade russa. Além de romancista e contista, destacou-se como dramaturgo, e em peças como Pequenos Burgueses soube captar as tensões de sua época, tornando-se uma voz influente no debate político e cultural que antecedeu a Revolução de 1917.
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