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"Poemetos II" adota uma estrutura marcada pela fragmentação e concisão. A obra apresenta poemas curtos, com versos livres que raramente ultrapassam uma ou duas palavras por linha. Essa economia verbal cria um ritmo entrecortado e reflexivo, estabelecendo uma tensão formal que reflete a inquietação temática. Os textos funcionam como pequenos fragmentos de pensamento, instantâneos de percepções que, em conjunto, formam um mosaico de reflexões existenciais. A total ausência de pontuação e a preferência pelo isolamento das palavras no espaço da página destacam uma estética minimalista, onde o…mehr

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Produktbeschreibung
"Poemetos II" adota uma estrutura marcada pela fragmentação e concisão. A obra apresenta poemas curtos, com versos livres que raramente ultrapassam uma ou duas palavras por linha. Essa economia verbal cria um ritmo entrecortado e reflexivo, estabelecendo uma tensão formal que reflete a inquietação temática. Os textos funcionam como pequenos fragmentos de pensamento, instantâneos de percepções que, em conjunto, formam um mosaico de reflexões existenciais. A total ausência de pontuação e a preferência pelo isolamento das palavras no espaço da página destacam uma estética minimalista, onde o silêncio entre os versos é tão importante quanto as palavras em si. Como sugere o autor: "Milagre para mim / Silêncio absoluto". Essa estrutura fragmentada convida o leitor a participar da construção de sentido, preenchendo os espaços e pausas com suas próprias interpretações. A tensão entre silêncio e expressão permeia os poemetos, questionando frequentemente o próprio ato de escrever e a possibilidade de comunicação autêntica: "Quem teve / A infeliz ideia / Há dois mil anos / Chamar / Punhado de justapostas / Palavras / Poiesis". Essa autocrítica da linguagem poética revela uma consciência aguçada dos limites da expressão verbal e uma busca constante por ultrapassá-los. A natureza contraditória da existência humana emerge como outro tema fundamental. O poeta constantemente justapõe opostos: "Às vezes nada quero / Às vezes tudo quero / Nesse quero não quero / Sigo intranquilo". Essa dualidade também aparece na tensão entre o individual e o coletivo, o superficial e o significativo, a ordem e o caos. "Poemetos II" configura-se como uma exploração da subjetividade contemporânea através de fragmentos poéticos que, em sua brevidade, capturam a complexidade da experiência humana. A obra estabelece um diálogo entre silêncio e expressão, entre o desejo de comunicação e a consciência de seus limites.

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Autorenporträt
Rogério Parentoni nasceu em 1950 na cidade de Ponte-Nova da Zona da Mata de Minas Gerais. Desde a adolescência, estimulado pelo seu avô, Roberto Parentoni, amante da poesia, escrevia poemas românticos ingênuos. Mais tarde, em 1983, escreveu poemas de cunho mais realista. Parte desses poemas foram publicados independentemente sob o título Caminhos. No entanto, paralelamente aos escritos poéticos, o autor também escreveu contos cuja temática principal foi a vida rural e seus contrastes paisagísticos e humanos. Porém, tais contos permanecem inéditos. Em duas obras, publicadas em 2022 e 2023, o autor desenvolve uma linguagem mais voltada para o existencialismo e a ficção, com algo de memórias. Em Poemetos II adota uma estrutura marcada pela fragmentação e concisão. A natureza contraditória da existência humana emerge como um dos temas fundamental. O poeta constantemente justapõe opostos: "Às vezes nada quero / Às vezes tudo quero / Nesse quero não quero / Sigo intranquilo". Destacam-se em seu poetar momentos de profunda introspecção que revelam uma consciência dividida entre o desejo de conexão e o impulso de isolamento. Poemetos II configura-se como uma exploração da subjetividade contemporânea. Além da vocação para a escrita literária, Rogério, que se doutorou em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas, dedicou 37 anos à pesquisa e ensino de ecologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Ceará (UFC).