A Bíblia têm assinaturas de seus autores. A tradição há muito tempo identificou Moisés como o autor do Pentateuco, Esdras como seu editor. Leitores antigos também sugeriram que Davi escreveu os Salmos e Salomão escreveu Provérbios e Qohelet (Eclesiástes). Embora a Bíblia hebraica raramente fale de seus autores, as pessoas têm sido fascinadas pela questão da autoria desde os tempos antigos. Em Quem realmente escreveu a Bíblia, William Schniedewind oferece uma nova e ousada resposta: a Bíblia não foi escrita por um único autor, ou por uma série de autores únicos, mas por comunidades de escribas. A Bíblia não nomeia seus autores porque a autoria em si era uma ideia consagrada em uma era posterior pelos antigos gregos. No mundo pré-helenístico da literatura do antigo Oriente Próximo, os livros eram produzidos, preservados e transmitidos por comunidades de escribas. Schniedewind se baseia em inscrições antigas, arqueologia e antropologia, bem como em uma leitura atenta do próprio texto bíblico, para traçar a origem comunitária da literatura bíblica. Os escribas eram educados por meio de discipulado, em vez de escolas. O profeta Isaías, por exemplo, tem seus "discípulos"; Eliseu tem seu "aprendiz". Esse modo de aprendizado enfatizava a necessidade de passar adiante as tradições de uma comunidade de prática, em vez de individualizar e inventar. Schniedewind mostra que é anacrônico impor nossas ideias sobre autoria individual e autores na escrita da Bíblia. Os antigos israelitas não viviam em livros, ele escreve, mas ao longo de estradas e atalhos empoeirados. Quem realmente escreveu a Bíblia descreve como os escribas e seus aprendizes realmente trabalhavam na antiga Jerusalém e Judá.
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