Este livro não é apenas uma coletânea lírica: é um documento de consciência, um gesto de resistência escrito em forma clássica. Ao escolher o soneto - estrutura secular da tradição poética - Antonio Costta transforma a métrica em trincheira e o verso em denúncia. O Rio Paraíba do Norte, eixo vital da memória nordestina e símbolo da vida ribeirinha, surge aqui como personagem ferido: explorado, mutilado, silenciado por máquinas, licenças e interesses econômicos que confundem progresso com devastação. Cada poema expõe as marcas da dragagem, da destruição da mata ciliar, do rebaixamento do lençol freático e da exclusão dos povos que sempre viveram em comunhão com o rio. Mas este não é um livro de lamento passivo. É um livro de enfrentamento. Ao longo de seus sonetos, o autor convoca vozes populares, consciência jurídica, educação ambiental e responsabilidade coletiva. Nomeia culpados, questiona a legalização da agressão e afirma, com clareza ética, que salvar um rio é salvar o futuro. Poeta profundamente ligado à paisagem e à cultura paraibanas, Antonio Costta escreve como quem testemunhou a vida plena do rio e se recusa a aceitar sua morte anunciada. Sua poesia une lirismo e crítica social, memória e indignação, fé na vida e compromisso com a justiça ambiental.
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