Como a noção de pureza, historicamente associada à religião, passou a operar como instrumento político-midiático e anticientífico no Brasil contemporâneo? Este livro investiga essa problemática a partir da arqueogenealogia foucaultiana, tomando como ponto de partida a campanha governamental "Adolescência Primeiro, Gravidez Depois - Tudo Tem Seu Tempo", desdobramento da Política Nacional de Prevenção ao Risco da Atividade Sexual Precoce, promovida pelo Governo Federal na gestão presidencial de Jair Messias Bolsonaro, para entender o domínio de memória ecoado por meio de diferentes enunciados que articulam pureza e temporalidade. Além de perpassar fenômenos midiáticos contemporâneos, como a campanha "Eu Escolhi Esperar" e a plataforma "Brasil Paralelo", este trabalho também desenvolve uma análise comparativa entre Brasil, EUA e Uganda, mostrando como políticas públicas inspiradas em movimentos religiosos fundamentalistas ganham força sob certas condições de possibilidade, marcadas por uma ideia de guerra cultural que ameaça a democracia e o Estado laico. Trata-se de um convite à reflexão crítica sobre as fronteiras entre as esferas religiosa, política, científica e midiática, indispensável para leitores interessados nos ecos entre passado e presente quanto ao discurso da pureza voltado à juventude.
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